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Archive for the ‘geral’ Category

Sobre ecologia midiática

Ecologia midiática é um conceito importante para se compreender a dinâmica intermidiática na contemporaneidade, assim como os processos interacionais que a atravessa.

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USA Black

Bom, nosso blog não poderia ficar de fora de um acontecimento histórico que é a eleição do primeiro Presidente negro da História dos Estados Unidos. O vitorioso Barack Obama já recebe via imprensa e outros meios muitos apelos por mudança vindos de lideranças, ativistas e ONGs de toda parte do globo.

Disso tudo o que nos interessa especificamente é como foi importante para essa campanha as articulações via internet. Tanto que os militantes da rede mereceram um agradecimento especial do Presidente eleito mesmo antes do discurso da vitória em Chicago.

Foi ele mesmo quem escreveu? Sua assessoria já havia deixado o mailing pronto em caso de vitória? Enfim, sabemos como as coisas funcionam! E receber em casa, antes do discurso da vitória, um email de agradecimento “pessoal” do Presidente Eleito dos EUA tem seu peso… podemos refletir posteriormente a respeito!

Abaixo, na íntegra, o texto enviado aos militantes cadastrados no site oficial da campanha:

“Estou me dirigindo ao Grant Park para falar com todos que estão ali, mas eu quis escrever para você primeiro.

Nós simplesmente fizemos história.

E eu não quero que vocês esqueçam como nós fizemos isso.

Vocês fizeram história a cada dia durante essa campanha – cada dia que vocês bateram em portas, fizeram uma doação, ou falaram com sua família, amigos e vizinhos sobre porque vocês acreditavam que era hora de mudança.

Eu quero agradecer a todos vocês que deram seu tempo, talento e paixão por essa campanha.

Nós temos muito trabalho a fazer para colocar nosso país de novo na linha, e eu estarei em contato em breve sobre o que está por vir.

Mas eu quero ser muito claro sobre uma coisa…

Tudo isso aconteceu por causa de vocês.

Obrigado,
Barack.”

Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3308299-EI6580,00-Obama+agradece+militantes+pela+internet.html

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Falar sobre os aspectos da vida contemporânea exige coragem, ousadia e perspicácia.
Podemos sempre cair em alguns engodos que geram polêmicas e até mesmo contradições teóricas. Mas em nossa época atual isso tudo é permitido! Portanto, lá vão algumas considerações…
O espaço cíbrido e híbrido da academia (bem como da sociedade) misturam tantos dispositivos ténicos e teóricos, que ao falarmos de um determinado campo de atuação acabamos por nos referir a inúmeros e outros fluxos que atravessam este mesmo contexto – o da atualidade. É por isso que uma disciplina como esta de  “redes sociotécnicas” permite um diálogo com a arte, a sociologia, a história, a própria comunicação e no caso específico deste comentário,  a psicologia. Deleuze já nos alertara para a necessidade de quebrar a dicotomia moderna e de se estabelecer uma relação dialógica entre os conceitos teóricos.
A mesma crítica é reforçada por Canevacci ao propor a mudança da dialética sintética para a dialética sincrética. Alzamora ao falar sobre as conexões emergentes comenta sobre a mobilidade dos dispositivos e faz um alerta para a caracterísitca de compartilhamento das informações que emerge em nossa sociedade atual. A outra face da comunicação contemporânea é a interface que possui uma característica aberta e expansível.
Esta abertura e este compartilhamento também é trabalhado por Beiguelman no seu texto sobre a “Arte Wireless” e Castells ao investigar as relações socias através de um amplo estudo sobre os dispositivos móveis traz um alerta de mudança em conceitos básicos como linguagem, espaço e tempo. Falaremos mais sobre esses textos e autores na próxima quarta, mas gostaria de ir compartilhando em nosso tempo e espaço cibertextual da aula a seguinte reflexão: Será que os dispositivos móveis de comunicação lançarão tamanha alteração nas relações sociais a ponto do único sintetismo possível ser o sincretismo global? E assim, teremos talvez, uma sociedade que mobiliza atos e artefatos em favor de uma vida mais suave com seu tempo e mais democrática com seu espaço, como aponta Castells? A rigidez política e arquitetônica que formou os sujeitos até agora estaria se desfazendo a ponto de permitir a estes uma nova formatação social e psiquica?
Bom, por enquanto é isto pessoal, aguardo comentários e acréscimos enriquecedores como têm sido as nossas aulas durante todo esse semestre. Até mais,

Carla

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Pesquisadores japoneses implantaram sensores em uma planta, chamada de Midori-san, para que ela ‘escreva’ suas sensações em um blog. Os sinais captados são enviados para um computador que os transforma em frases passadas direto para um blog, escrito em japonês. Veja mais no site do UOL.

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Pesquisa polêmica

 

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia de Los Angeles conclui que fazer buscas na Internet pode estimular e ajudar a melhorar o funcionamento do cérebro mais do que ler um livro.
 

 

Os pesquisadores notaram que buscar na web desperta centros no cérebro que controlam a tomada de decisões e o raciocínio complexo em adultos de meia-idade e idosos.
A conclusão é a de que a  maior atividade dos neurônios só acontece em pessoas que já estão familiarizadas com a experiência de Internet.

A pesquisa foi feita com a ajuda de 24 voluntários com idades entre 55 e 76 anos.  A metade  deles tinha hábito de acessar a web. Eles leram livros e fizeram buscas na Internet sob monitoramento de máquinas de ressonância magnética.

 

 

Para saber mais sobre esta pesquisa, acesse American Journal of Geriatric Psychiatry

.

 

(Material  adaptado, originalmente  publicado no site UOL por Camila Rodrigues da Silva)

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Bom, fiquei de postar aqui dois links. O primeiro é de um canal que criei no YOU TUBE chamado CIBERARTES. Ele contém várias palestras de estudiosos da temática de redes sociotécnicas, cibercultura e arte eletrônica. E também tem vários videos interessantes relacionados a esta disciplina, além de videos de arte digital. Quem quiser colaborar com alguma indicação, basta enviar os links para ciberartes@gmail.com ou para mim: patris.rocha@gmail.com .  Serão super bem vindos!

O segundo link é um aplicativo muito interessante, o NET.ART generator. Nem darei detalhes por aqui, entrem e se deleitem com o potencial criativo dessa rede maravilhosa!

NET.ART GENERATOR

HAVE FUN!!

by Patricia

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Em “Cliquear: hacia uma teoria semiotica de los dispositivos interactivos”, Carlos Scollari critica a idéia de uma pretensa invisibilidade das interfaces gráficas, visão ancorada numa perspectiva instrumentalista sobre a questão. “Comunicar é confrontar-se”, e isso se dá pela mediação da interface, da qual os agentes envolvidos são “prisioneiros”, afirma.

Por meio do modelo instrucional da semiótica interpretativa, faz-se um paralelo no conceito de ‘affordance’ desenvolvido pelo psicólogo J.J. Gibson, que indica as propriedades reais e percebidas das coisas materiais em primeiro lugar, aquelas propriedades fundamentais que determinam como se poderia usar o objeto em questão. Este programa operativo guiará a interação, que sempre implica usos desviados das tecnologias. Assim, durante o processo interativo, designers e usuários têm uma imagem ou modelo mental do sistema com o qual estão interagindo, quando desconhecem seu funcionamento os usuários aplicam modelos pertencentes a experiências anteriores de interação. A contrapartida são os constrangimentos. Os objetos não só nos comunicam sua função como também nos dizem o que não podemos fazer com ele.

O modelo de interação proposto baseia-se na perspectiva da ciência cognitiva e da semiótica. A primeira identifica no processo de interação homem-computador dois modelos conceituais e uma imagem: modelo processual (modelo de design), imagem do sistema e modelo do usuário. Já na perspectiva semiótica, o intercâmbio comunicativo se dá entre estruturas simbólicas (texto, sujeito enunciador e sujeito enunciatário).

A idéia é então, a partir do modelo teórico para interação homem-computador de uma perspectiva semiótico-cognitiva, identificar pelo menos quatro atores virtuais e seus modelos que são sempre construções, interpretações por parte de quem os constrói, em estado de permanente transformação. Os dois primeiros modelos já são trabalhados pela ciência cognitiva e os dois últimos são pertinentes à semiótica:

-Modelo projetivo: imagem mental do sistema que é construído e do usuário ideal.

-Modelo do usuário: é desenvolvido pelo usuário a partir de sua interação com o sistema. Se ele não sabe como funciona o mesmo recuperará de sua mente o frames ou uma combinação de frames que se mais se aproxime e o aplicará.

-Projetista implícito: é um simulacro do designer dentro da interface. O designer empírico delega suas funções a esta figura virtual. Ele aparece na superfície da interface em forma de marca de uma ação ordenadora.

-Usuário implícito: é um simulacro do usuário dentro da interface. É uma suposição sobre sua experiência, competências e expectativas interativas. Se o usuário empírico se reconhece nessa proposta virtual, esta será aceita e se dará o início da interação.

Se, como nos aponta o autor, inevitavelmente, “a história das tecnologias é a história de seus usos desviados”, o que se dá através da mediação das interfaces, fica pra pensarmos o que de fato nos propomos a estudar e como podemos olhar para essas questões de forma a apreender o processo de interação com as máquinas, “que está longe de ser automático, natural e transparente”.

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Olá pessoal, o título deste post é a frase final do artigo da Geane, no qual ela analisa o jornalismo hoje a partir da semiótica pierceana, ou considerando as lógicas comunicacionais de determinação e representação nos ambientes midiáticos e hipermidiáticos. Formatos híbridos, plurais e diversificados privilegiariam na internet os aspectos da representação sígnica, alterando em alguma medida a lógica do jornalismo praticado pelos meios de comunicação de massa. Isso resultando em diversidade de formatos e propostas editoriais.

Como nos mostra o artigo “Da semiose midiática à semiose hipermidiática: jornalismos emergentes”, a operação semiótica de representação (relacionada à diversificação dos processos de mediação social) envolve a operação de determinação (que implica centros privilegiados de mediação). Assim, vale destacar que formatos emergentes de informação na internet não significam rupturas com o jornalismo de massa, mas o aprimoramento de sua lógica comunicacional.

Características como multimidialidade, banco de dados e periodicidade são fatores importantes na nova lógica comunicacional. Alguns pontos importantes para nortear a nossa discussão:

Como experimentos jornalísticos na blogosfera e em portais têm associado, em graus diferenciados, aspectos complementares das operações semióticas de determinação e representação sígnica;

Quais as possibilidades de produção/circulação de notícias têm permitido a operação semiótica de representação;

Em que medida há descentralização, diversificação e intensificação dos processos de mediação social nestes novos formatos;

Como nesses formatos os critérios de noticiabilidade e a perspectiva pessoal da informação alteram recortes editoriais característicos dos meios massivos e os pressupostos conceituais da linguagem jornalística tradicional;

Quais as mudanças trazidas para a semiose jornalística com a modificação da periodicidade típica dos meios massivos e com sistemas de busca que expandem o acesso a informações passadas, contribuindo para diversificar a noção de edição, vinculada, por sua vez, à questão da periodicidade;

Como os recursos da linguagem hipermidiática, aliando especificidades dos meios tradicionais, conferem aspectos semióticos diversificados às informações no jornalismo hipermidiático.

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