Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘redes’ Category

  Complementando e aprofundando as referências de Beiguelmam :

http://netart.incubadora.fapesp.br/portal 

Plataforma de discussão sobre procedimentos críticos e criativos relativos à cultura de rede, com ênfase na net art.

compensa conferir a lista de textos…

Read Full Post »

Manovich chama de “Remixability”, ou “Remixabilidade”, a mistura, combinação e recombinação da informação, do conhecimento e dos recursos e caminhos para a distribuição deste conhecimento na sociedade.

Ele usa como exemplo de recursos e produtos dessa remixabilidade as ferramentas de interação da Web 2.0: RSS, BLOGS, Listas de discussões via email, tagging e outros serviços e tecnologias como bluetooth que amparam essas trocas.

Para ilustrar melhor como se dá o processo comunicacional que resulta nessa remixabilidade, ele usa a metáfora da estação de trem: se o modelo de comunicação do século XX era descrito como um movimento de informação que saía de um emissor e alcançava um receptor, na cultura contemporânea, com advento da hipermídia, a informação ou “objeto de mídia” (Manovich) se tornou um vagão e o receptor uma estação que recebem vagões que reciclam os conteúdos que posteriormente são redistribuídos. Traduzindo, o sujeito que antes se configurava como um receptor passivo ou dotado de potencial de interpretação de conteúdo, agora além de receber e reciclar os “vagões” ele também pode configurar “novos vagões” e encaminhá-los para outras viagens através das redes de conexão da hipermídia. No entanto, Lev ressalta que o remix não é uma novidade da era computacional. A sociedade sempre remixou o conhecimento ou “as culturas”: Roma antiga remixou a Grécia antiga, a Renascença remixou a antiguidade.

Lev coloca que existe semelhança nos processos de remixabilidade de uma edição de texto com várias referenciações e a utilização de samples diversos na constituição de uma música, como são produzidas as chamadas músicas eletrônicas. Lev compara o uso de samples ao uso dos “módulos computacionais” da web 2.0, por exemplo. Esses módulos seriam mais um vagão de trem que colocamos para circular na rota dos fluxos informacionais.

O conceito de modularidade vem da área da computação e significa “construção de processos ou produtos a partir de pequenos subsistemas (módulos) que podem ser desenvolvidos individualmente, mas que funcionam como conjunto integrado”, cuja característica principal é a facilidade de conexão com outros sistemas e a reusabilidade.

Portanto, para Lev, como exemplo de modularidade fora da plataforma computacional, um combinado de agrupamentos de informações comporiam um módulo. Um CD dividido em tracks seria um módulo, por exemplo.

Para comparar as diferenças entre a modularidade pré-computacional com a modularidade pós-computacional Lev usa a metáfora do LEGO, onde peças possuem formatos que induzem a como elas serão “encaixadas”. Nesse caso, o formato final pode ser fechado, pré-definido, conduzido e limitado. Apesar de poderem reproduzir essas características de facilidades de conexão entre módulos a partir de formatos, os módulos da tecnologia digital teriam potenciais ilimitados de configuração de propriedades conforme os objetivos a que eles se propusessem. Ao mesmo tempo em que eles podem ser usados para conformar ou reafirmar um formato, eles também podem ser usados para deturpar os mesmos através de recombinações e hibridizações entre eles.

Como isso acontece? Para ter essa flexibilidade na “forma” ou configuração do módulo é preciso lançar mão dos recursos de linguagem novamente. Através da programação em linguagem computacional os módulos da rede se tornariam mais flexíveis e maleáveis. Quanto mais domínio dessa linguagem, mais controle sobre os módulos o sujeito tem e assim poderá personalizá-lo de acordo com seu interesse. Estamos falando aqui desde os feeds, CSS, RSS, Java Script, gadjets de redes sociais de internet até ferramentas de blog como wordpress e joomla.

Portanto, apesar de ser fato que os módulos podem conformar algum padrão de linguagem e cognição, ao mesmo tempo eles também permitem serem recriados, recombinados, adaptados para fins diversos.

Questões que ele coloca:

1. Poderiam as bibliotecas de amostras ou módulos, sejam de samples de fotos, sons, imagens, gadjets se homogeneizarem com os ditos trabalhos culturais “autênticos”?

2. Será que teremos uma produção em série de módulos pensados para ser usados como encaixe, de característica neutra? Isso não provocaria uma padronização cognitiva que poderia limitar nosso pensar criativo?

Reflexões que eu coloco

1. Seriam os módulos que tanto nos fazem a alegria na web 2.0 predecessores de um futuro sistema de gargalos comerciais na internet?

2. Seriam os amadores capazes de atuar em patamar próximo ao de “profissionais” a partir da apropriação desses recursos de web 2.0 e softwares-gadjets modulares?

Read Full Post »

Horário de almoço

Caros colegas, cara professora,

Convido-os a aproveitar o horário de almoço para visitar alguns links interessantes para o Seminário de logo mais. Meu tema é “Remixabilidade”, falarei sobre o texto “Remix and Remixability” de Lev Manovich :

Contos para celular

CC MIXTER

JOOMLA BR

Microsoft

E por fim, um link de contribuição ao blog que não está especificamente centrado no tema do texto em questão, mas atende às reflexões colocadas no programa da disciplina, o evento “MIDIA ON 2008”, realizado mês passado em SP:
É isso aí pessoal! Até já!

Read Full Post »

(Oi Gente, estou postando para a Carla a provoção que ela quer fazer a respeito do texto da Lucia Santaella, que será apresentado na próxima quarta-feira, vejam abaixo! )

A tentativa aqui é de compartilhar as informações que possuo com profissionais da comunicação. Tal ação é fator extremamente desafiador e prazeroso! Como psicóloga  todo o processamento de informações (cientifícias ou não) passa por um discurso da subjetividade, fato que muitas vezes se esbarra na aceleração das informações no discurso da comunicação. A parte que me cabe neste latifúndio é discutir, pensar e refletir o texto da Santaella. Abaixo estão algumas colocações, de uns pontos discutidos pela autora:

No capítulo sobre “Mediações tecnológicas e suas metáforas” do livro
“Linguagens líquidas na era da mobilidade” Santaela faz uma crítica sutil aos pensadores da comunicação, tanto aos otimistas quanto aos pessimistas.

A autora aborda, inicialmente, sobre a linguagem e as formas variadas de sua manifestação através dos meios tecnológicos. Segundo ela, a cada tempo, os meios tecnológicos produziram formas diferentes de  relacionamento e comunicação  no mundo. Ela cita cinco gerações: as tecnologias do reprodutível, as de difusão, as do disponível, as de acesso e as de conexão contínua.

Um outro aspecto também muito interessante trabalhado por ela é sobre a mediação e a linguagem. A autora dá uma grande relevância para a linguagem, a ponto de utilizá-la como fator fundamental na diferenciação entre tecnologia mediadora e não-mediadora. Ela defende a idéia de que as tecnologias mediadoras são, em sua essência, tecnologias de linguagem.

Aqui cabe uma discussão para aula: A tecnologia proporciona um tipo de linguagem, que interfere na subjetividade. Isto é um fato! Ela pode atuar, até, como efeito não discursivo, como o diria Foucault. Mas uma pergunta que se faz é: quem cria o discurso utilizado pela mídia? A linguagem tecnológica pode até fomentar um tipo de discurso, mas quem o desenvolve? Para as teorias de comunicação, linguagem é diferente de discurso?

Uma outra crítica feita pela autora esbarra na metáfora criada sobre os mundos paralelos: real e virtual. Ela infere o termo “espaços intersticiais” como uma forma de compreender esses dois universos em um espaço intercessório que conjuga, conjuntamente, outros tipos de realidades, como a realidade aumentada e a realidade mista. Ela também faz umas referências aos games e suas formas de interação técnológica no espaço urbano e geográfico. Uma co-existência de duas realidades: virtualizada e territorializada.

A autora caminha para a conclusão do capítulo referindo-se às mídias locativas e o caráter intersticial que ela carrega, na medida em que cruza realidade física com informação digital. A denominada era da mobilidade evoca uma ampliação biológica, que fornece às pessoas uma capacidade até então, impossível de se experimentar. Ocupar vários espaços ao mesmo tempo, através de um corpo que se multiplica e se fragmenta de acordo com as tecnologias que se usa. E daí pra frente!? O que faremos, o que teremos?

Read Full Post »

Esse post é para fazer uma conexão entre o grupo de pesquisa em comunicação e redes sociotécnicas e nossas discussões em sala de aula sobre os modelos e formatos aptos para darem conta desse universo hipermidiático das redes sociais contemporaneas (estou com um problema no meu teclado… esqueçam crases e cincunflexos).

Han Woo Park e Mike Thelwall  propõem – no artigo intitulado Rede de Hyperlinks: estudo da estrutura social  na internet – a investigação e o exame de padrões estruturais comunicacionais de conferencias mediadas por computador. Como um dos objetos de estudo e análise, citam o exemplo da rede social constituída por cyberpunks italianos. Pois, há muito tempo atrás (2005), o blog da revista-bíblia Wired, publicou o mapa do ativismo cyberpunk em questão sob o modelo proposto pela metodologia de análise das redes de hyperlinks (HNA). O blog caracterizou a cartografia como awesome (aterrador, impressionante, bárbaro). Vale a conferida e vale a imersão. Naveguem.

Read Full Post »

Confiram em Referências, neste blog, três novas indicações bibliográficas sobre modelos contemporâneos de comunicação – tema de nossa última aula e um dos tópicos selecionados pela turma para o seminário da próxima aula. As indicações, aqui disponíveis, são:

KERMANI, Parviz; kLEINROCK, Leonard. Virtual cut-through: a new computer communication switching technique.

ALBRECHT, Steffen et al. Scalability and the Social Dynamics of Communication. On Comparing Social Network Analysis and
Communication-Oriented Modelling as Models of
Communication Networks.

KONSA, Kurmo. Preservation models: a semiotic view

Read Full Post »

Um experimento interessante! Um livro multimidiático sobre aspectos conceituais relacionados ao desenvolvimento da internet. Confiram!

Read Full Post »