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Posts Tagged ‘dialética sincrética’

Falar sobre os aspectos da vida contemporânea exige coragem, ousadia e perspicácia.
Podemos sempre cair em alguns engodos que geram polêmicas e até mesmo contradições teóricas. Mas em nossa época atual isso tudo é permitido! Portanto, lá vão algumas considerações…
O espaço cíbrido e híbrido da academia (bem como da sociedade) misturam tantos dispositivos ténicos e teóricos, que ao falarmos de um determinado campo de atuação acabamos por nos referir a inúmeros e outros fluxos que atravessam este mesmo contexto – o da atualidade. É por isso que uma disciplina como esta de  “redes sociotécnicas” permite um diálogo com a arte, a sociologia, a história, a própria comunicação e no caso específico deste comentário,  a psicologia. Deleuze já nos alertara para a necessidade de quebrar a dicotomia moderna e de se estabelecer uma relação dialógica entre os conceitos teóricos.
A mesma crítica é reforçada por Canevacci ao propor a mudança da dialética sintética para a dialética sincrética. Alzamora ao falar sobre as conexões emergentes comenta sobre a mobilidade dos dispositivos e faz um alerta para a caracterísitca de compartilhamento das informações que emerge em nossa sociedade atual. A outra face da comunicação contemporânea é a interface que possui uma característica aberta e expansível.
Esta abertura e este compartilhamento também é trabalhado por Beiguelman no seu texto sobre a “Arte Wireless” e Castells ao investigar as relações socias através de um amplo estudo sobre os dispositivos móveis traz um alerta de mudança em conceitos básicos como linguagem, espaço e tempo. Falaremos mais sobre esses textos e autores na próxima quarta, mas gostaria de ir compartilhando em nosso tempo e espaço cibertextual da aula a seguinte reflexão: Será que os dispositivos móveis de comunicação lançarão tamanha alteração nas relações sociais a ponto do único sintetismo possível ser o sincretismo global? E assim, teremos talvez, uma sociedade que mobiliza atos e artefatos em favor de uma vida mais suave com seu tempo e mais democrática com seu espaço, como aponta Castells? A rigidez política e arquitetônica que formou os sujeitos até agora estaria se desfazendo a ponto de permitir a estes uma nova formatação social e psiquica?
Bom, por enquanto é isto pessoal, aguardo comentários e acréscimos enriquecedores como têm sido as nossas aulas durante todo esse semestre. Até mais,

Carla

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