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Impérios jornalísticos mudam e apostam na simbiose entre papel e bytes

Carlos Castilho – 20/5/2008 às 12:02:58 AM

O jornal inglês The Guardian tornou-se um dos primeiros dos grandes jornais mundiais a admitir abertamente que em breve poderá abandonar a edição impressa para publicar notícias apenas na versão online.
Neil McIntosh, diretor de projetos editoriais do Guardian, em declarações ao jornal Press Gazette, disse que a mudança não é imediata, mas reconheceu que mais cedo ou mais tarde a sua empresa terá que decidir o que fazer com a edição impressa.
A declaração do executivo do jornal britânico é sintomática de uma mudança de atitudes dentro da maioria dos grandes grupos de imprensa no mundo ocidental. Quase todos eles abandonaram a denominação newspaper (notícia no papel) para se autodefinirem como empresas de comunicação, no sentido amplo.
Isto significa que para os grandes impérios midiáticos contemporâneos o jornal impresso não é mais o seu carro-chefe em matéria de estratégia editorial. O jornal norte-americano The Washington Post foi ainda mais longe ao definir a educação como a sua principal missão corporativa.
Essas mudanças estão acontecendo sem que o público leitor tome conhecimento delas pelas páginas dos jornais. Elas só se tornam públicas nas revistas especializadas ou nas reuniões de empresários, mantendo-se a velha tradição de hermetismo na discussão de temas corporativos.
O novo padrão, que é cada dia mais generalizado no negócio da comunicação, é a coexistência entre as plataformas online e offline na publicação de noticias. As versões online de jornais e revistas atraem público mas não conseguem dar as margens de lucro proporcionadas pelas versões em papel.
Há uma simbiose entre papel e web, que no entender dos especialistas não deve durar muito, pois acredita-se que haverá uma tendência da internet monopolizar a publicação das noticias de atualidade por causa da agilidade do meio eletrônico, segundo fica claro na série de entrevistas dadas por executivos da imprensa mundial ao Editor´s Blog, do Fórum Mundial de Editores.
A versão impressa acabaria por se especializar na publicação de material analítico e investigativo. É uma opção que muitos jornais consideram uma tábua de salvação, mas que vai criar uma concorrência com as revistas semanais de informação, já que ambos disputarão o mesmo espaço editorial.
Os jornais terão que passar por mudanças traumáticas para substituir a cultura do furo e da atualidade pela da análise e interpretação. As revistas, por seu lado, terão que apostar ainda mais na qualificação de seus repórteres, articulistas e ensaístas.

ELLEN CRISTIE

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Quem fiscaliza a mídia?

Esse artigo saiu hoje (14/4) no Comunique-se…bem apropriado para um momento em que a própria mídia é muito pouco auto-reflexiva…

Podemos fiscalizar a mídia. É só querer

Milton Coelho da Graça (*)

Mídia e governo na Argentina estão empenhados em uma batalha sobre o Observatório dos Meios de Comunicação, projeto estatal em cooperação com a Universidade Nacional de Buenos Aires, destinado a fiscalizar o trabalho da imprensa.
Como assegurar, nos países democráticos, que os meios de comunicação – isentos de impostos e de qualquer controle pelo Estado, exceto em casos de violação de direitos pessoais previstos no Código Penal – cumpram sua função básica de informar o público com o maior pluralismo possível de fontes e opiniões?
Após as eleições de 1962, em reportagem no Jornal do Commercio, de Recife, informei que, no programa de entrevistas de maior audiência da emissora ligada ao jornal, o apresentador recebia dinheiro do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (financiado por empresários brasileiros e estrangeiros) para só convidar adversários do prefeito Miguel Arraes. A reportagem era ilustrada pelos canhotos dos cheques emitidos em favor de Rui Cabral, o entrevistador.
Provavelmente suborno escandaloso como esse não ocorre mais em nossa televisão. Mas a falta de pluralismo é óbvia, na TV, no rádio e na imprensa. Tivemos uma oportunidade de ouro com a criação do Conselho de Comunicação Social pela Constituinte de 88, mas o projeto foi engavetado, deformado e só aprovado (no final do governo de Fernando Henrique Cardoso) sob controle do Senado, como cabide de empregos e/ou homenagens idiotas, sem a menor importância para a fiscalização dos meios de comunicação pela sociedade. As empresas da área continuam a impor o princípio de que a auto-regulamentação é suficiente para essa fiscalização. (vale a pena ler sobre isso o artigo de Dênis de Moraes, no IHU On Line, transcrito pelo Observatório da Imprensa)
Na área da publicidade, o CONAR até procura realizar um bom trabalho mas ainda está longe de atingir um nível plenamente satisfatório. Na televisão, é só assistir a novelas, à seleção de filmes e ao seu crescente uso ilegal para difusão de seitas vigaristas ou de curandeirismo.
Temos pelo menos quatro esforços independentes para uma fiscalização social dos meios de comunicação: o Observatório da Imprensa, programa de TV e site criado e dirigido por Alberto Dines; o Observatório de Mídia, criado e claramente influenciado pelo Fórum Social Mundial; e dois sites de origem universitária, um criado pela Universidade de Brasília e outro, pela Universidade do Vale do Itajaí.
Mas isso é pouco, muito pouco. Dêem uma olhada pelo que existe no mundo. O site www.erc.pt/index da Entidade Reguladora da Comunicação portuguesa mostra uma lista em que o nosso Conselho sequer mereceu ser colocado.
O engraçado é que o governo Lula mostrou como nosso Conselho falido poderia ser remontado. É só seguir, ampliar e colocar como entidade independente do Estado o modelo do Conselho Regulador da TV Brasil, que, pelo menos até aqui, vem cumprindo o papel desejado.
(*) Milton Coelho da Graça, 77, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se

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II Encontro Nacional sobre Hipertexto

Dica de Firmino, mestrando do programa: confira no YouTube as palestras do II Encontro Nacional sobre Hipertexto, realizado pela Universidade Federal do Ceará, em outubro de 2007.

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Novidades no Youtube

As novidades no Youtube, anunciadas ontem, no Videocracy (em New York), reforçam a noção de rede intermídia que delineia os agenciamentos sociotécnicos contemporâneos. http://updateordie.com/updates/propaganda/comerciais-videos/
2008/02/o-que-vem-por-ai-no-youtube/

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Web HOT or NOT?

Novo site permite que usuário avalie outros websites
30/1/2008

No ‘Web Hot or Not’, internauta pode dar notas de 1 a 10 e fazer comentários sobre outros sites

EUA – David Sifry, fundador do Technorati, lançou seu novo website: o Web Hot or Not. Desenvolvido com a ajuda do amigo Martin Varsavsky, o site é inspirado no “Hot or Not”, endereço da web que permitia aos usuários enviar fotos e votar em outros participantes, dizendo quais eram “quentes” (“hot”) e quais não eram (“not”). As informações são da agência Magnet.

Para o site Mashable, a vantagem da criação de Sifry é que por não ser um site do tipo “julgue e seja julgado” os participantes se sentirão mais livres para dar notas sinceras, mesmo que baixas, ao contrário do que acontece na versão humana, em que os usuários dão notas mais favoráveis esperando o mesmo dos outros usuários.

O site possui design extremamente simples, que mostra o nome do site, uma captura de tela (nem sempre presente), uma caixa para que o usuário dê uma nota de 1 a 10 e uma área para comentários.

Sifry explicou que o Web Hot or Not foi uma daquelas idéias que são jogadas no ar para ver o que acontecerá. Para alguns, como o site TechCrunch, a idéia não é muito boa, mas o site Mashable vê coerência na tentativa, que pode servir para coletar dados importantes a respeito da percepção de público quanto aos sites e até mesmo ser incorporado, futuramente, ao próprio Technorati.

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Ganhando dinheiro com o YouTube

YouTube vai pagar usuários “populares” no Reino Unido
31/1/2008
France Presse, em Londres
Usuários do YouTube no Reino Unido que postarem vídeos regularmente no site vão ganhar dinheiro com a prática. Eles vão receber uma porcentagem do faturamento gerado pelos anúncios presentes nas mesmas páginas que seus clipes.
O objetivo do programa, que já funciona nos Estados Unidos e no Canadá, é premiar “criadores de conteúdo populares e produtivos”, de acordo com o YouTube.
Para participar, os interessados devem se inscrever e esperar pela análise do site. Serão aceitos os usuários que postarem vídeos –de grande audiência –regularmente.
O site não revela qual porcentagem pela publicidade os internautas vão receber. Entretanto, segundo o Google, dono do YouTube, participantes do programa que tem vídeos com mais de um milhão de acessos estão ganhando “muitos milhares de dólares por mês”.

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Cidade e mobilidade

O pesquisador André Lemos (UFBA) publicou um artigo na revista do Programa da USP sobre mobilidade urbana e sua reconfiguração pelas tecnologias de comunicação contemporânea. Vale a pena conferir.

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Second Life: uma nova vida para a educação

O que começou como um jogo pode ser uma nova estratégia para aprimorar a experiência dos alunos no processo de educação

SÃO PAULO – Imagine uma aula em que os próprios alunos encenam um fato histórico da Roma Antiga. Até aí nada de novo. Agora feche os olhos e imaginem que os alunos estão atuando no próprio Coliseu, com todos os demais alunos assistindo. É uma situação lúdica e interessante. Agora, imagine uma aula de anatomia, em que os alunos podem entrar pelo corpo humano. Isto tem maior interatividade e envolvimento. Então, imagine uma explicação sobre o funcionamento dos computadores, em que professores e alunos viajam para dentro de um computador.Todas essas cenas são possíveis. Basta pegar um avião para a Europa ou um assistir a um filme ou animação em computação gráfica. Mas, saiba que tudo isso é possível ser realizado com professores e alunos na frente de um computador, estejam todos eles em um laboratório de informática ou todos distribuídos fisicamente em qualquer lugar do mundo. Trata-se do Second Life, uma nova forma de acessar a internet que começou como um jogo que, além de trazer possibilidades de negócios, possibilita novas experiências educacionais.Perceba que essas vivências são variadas – podem ser coletivas, individuais, simultâneas, atemporais, presenciais, não presenciais e telepresenciais. Uma verdadeira revolução nas relações sociais e, é claro, na Educação.Todas essas possibilidades são os temas do I Congresso Second Life na Educação, cujo primeiro encontro será no dia 01 de dezembro de 2007, em São Paulo.O Congresso tem um formato diferenciado, em que a participação começa antes mesmo do encontro, por meio de ferramentas WEB 2.0. Tem o ponto de maior interação durante o evento, e prossegue após o evento com a utilização de diversos recursos, entre eles o MOODLE, plataforma tecnológica de ensino à distância, onde os congressistas terão acesso ao material completo do evento.Além da discussão sobre Ensino à Distância e de explicações sobre Second Life e construção do mundo virtual, este encontro trará reflexões importantes sobre o uso do Second Life como estratégia de ensino. Outro ponto importante é o lançamento do primeiro livro, em nível mundial, a tratar essa temática. Trata-se do “Second Life e Web 2.0 na Educação”, de autoria dos professores João Mattar e Carlos Valente, especialistas em tecnologia educacional.O evento é direcionado principalmente a profissionais da educação, mas também atende a estudantes e profissionais da área de tecnologia, internet, turismo, administração de empresas e demais interessados nos temas abordados.EMPRESASO I Congresso Second Life na Educação é realização do consórcio entre ABC Branding (especialista em branding e marcas educacionais), Dozen (Marketing e Tecnologia Educacional) e Polivalente (Tecnologia Educacional).Tem o patrocínio master da Universidade Anhembi-Morumbi e o apoio de Farol do Forte (Editora), Percreare (gestão de marcas), BESF (Brasil Educação Sem Fronteiras) e PressKit (Serviços OnLine).

Informações e Inscrições: (11) 3711.7020http://www.sleducacao.com.br

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ONLINE X IMPRESSO

Oi, pessoal! Aí está a prova dessa “difícil” relação…No último parágrafo tem um comentário que combina muito com o que a Geane fala em sala de aula sobre essa ampliação do leitor como produtor de notícias…

Beijocas,
Ellen Cristie

Gestores online reconhecem dificuldade na relação com os meios impressos

O jornalismo online ainda é visto com suspeita pelos profissionais dos meios impressos e precisa seduzir para se entrosar com as mídias tradicionais. Esta foi a tônica das exposições dos participantes dos painéis “Integração de operações off e online: barreiras e vantagens”, e “Jornal agora faz áudio e vídeo? A multimídia e a nova cultura das Redações”, que integraram o evento “Os Jornais e a Internet – para onde aponta o futuro?”, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) no auditório da Folha de S. Paulo nesta terça-feira (13/11).
O editor-chefe de Conteúdo Digital do Grupo Estado, Marco Chiaretti, afirmou que a mídia online teve um efeito devastador na mercantilização da notícia com a medição instantânea de audiência. Segundo ele, é um critério que precisa ser explorado. “O leitor tem diante de si na tela do computador uma verdadeira banca de jornais o tempo todo aberta e escolhe o que chama mais atenção.” Ele lembrou com bom humor dos tempos em que era visto com desprezo pelos colegas de jornal impresso. “Imaginava-os como dinossauros e a mim como um lêmure, que sobreviveria à extinção. Era a única forma de não chorar todo dia”, brinca.
A diretora de Jornais Online do Grupo RBS, Marta Gleich, disse que em sua experiência no Rio Grande do Sul a orientação é estimular os profissionais do jornal para que produzam conteúdo digital, mas nunca obrigar. Ela afirma que o ZeroHora.com permite um melhor aproveitamento do conteúdo produzido sem que se precise dedicar mais horas à apuração. “O fotógrafo antigamente apresentava apenas as fotos que sairiam na edição do dia seguinte, hoje tudo o que é batido é aproveitado em galerias online sem que nada se desperdice e o profissional não trabalha nem um minuto a mais por isso”.
A diretora executiva da Folha Online, Ana Lucia Busch, vê com cautela a integração entre as redações off e online e acredita que o veículo precisa seguir sua vocação sem se perder na ambição de se adaptar à realidade multimídia. “A Folha Online nunca será uma TV, um rádio ou um portal, somos e seremos apenas um site de notícias”, define. “Não precisamos ter medo que repórteres de empresas do mesmo grupo façam cobertura do mesmo fato, são apurações com finalidades diferentes”, afirma.
A editora executiva do Globo Online, Raquel Almeida, afirma ter criado para os profissionais uma cartilha com os dez mandamentos do jornalismo digital. Entre os tópicos mais importantes, sempre associar links e vídeos a fotos e matérias para facilitar a navegabilidade e “prender” o leitor. “O critério é a medida dele (o leitor).” A resistência dos profissionais em contribuir para a edição online foi resolvida, segundo ela, contratualmente. “Todos os profissionais têm contratos para produzir conteúdo em todas as mídias.”
O diretor de Redação do Estado de Minas e do Correio Braziliense, Josemar Gimenez, afirma que tem apostado em uma transição gradual do conteúdo tradicional para o conteúdo multimídia. “Estamos primeiro fazendo apurações conjuntas em pautas de variedades e outros assuntos menos pontuais para testar o formato”, explica. No jornal O Estado de Minas há um selo para que o leitor saiba que a mesma pauta que está na edição online estará no jornal da noite e na edição impressa do dia seguinte.
Todos os palestrantes ressaltaram também a importância da participação do leitor e sua relação com o repórter no novo jornalismo. Segundo eles, o formato online permite não apenas o estreitamento da relação mas uma ruptura do tradicional comportamento do leitor como receptor: o leitor daqui pra frente passará a também ser um produtor de notícia.

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MÍDIA DIGITAL

Desafio da mídia digital é ter modelo com sustentabilidade

Hermano Freitas

O maior desafio da mídia digital é descobrir ou inventar um modelo de negócios que sustente a qualidade do jornalismo online e rompa com a dependência econômica das mídias tradicionais. Esta foi a conclusão do seminário “Os Jornais e a Internet – para onde aponta o futuro?”, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) no auditório da Folha de S. Paulo, na terça-feira (13/11).
Palestrante do painel “Perspectivas de manutenção do modelo editorial offline no mundo online”, integrante da segunda metade do evento, o presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Jornalismo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Elias Machado, lamenta que a mídia digital ainda aplique a fórmula de publicidade dos meios impressos com a simples venda de espaço publicitário.
“Não é verdade que não se pode ganhar dinheiro com a internet, a lucratividade só precisa ser descoberta”, afirma. E dá uma pista de onde pode ser encontrada a sustentabilidade comercial.
“Temos que nos inspirar no entretenimento. As pessoas pagam para se divertir, veja o exemplo do Big Brother (programa da TV Globo): quem financia o programa não são os anunciantes, são os telespectadores. Com os R$ 0,30 de cada ligação para votar, a Globo arrecada R$ 12 milhões em cada paredão. O caminho para a lucratividade é por aí”, ensina.
O fortalecimento das marcas e a diversificação de produtos também foi apontado por Machado como uma das formas de sustentar uma mídia digital de boa qualidade. “A Reuters mostra que a venda bruta de informação é uma prática ultrapassada. Apenas 5% de sua receita vêm da venda de notícia, os outros 95% vêm do oferecimento de produtos muito específicos para clientes variados.”
Outro dilema da mídia digital é a abertura do conteúdo. A maioria dos sites de notícia no país são apenas plataformas de suporte aos jornais, que pagam a conta. “Os jornais ainda são a vaca leiteira”, afirma Machado.
Os casos de sucesso aparecem tanto na estratégia de abrir o conteúdo quanto na de mantê-lo restrito a assinantes. As práticas dependem apenas das intenções do veículo e estão submetidas aos interesses comerciais da empresa e até da disposição do público leitor.
Ao mesmo tempo em que o jornal A Gazeta abriu todo o conteúdo na internet e obteve sucesso, sendo o segundo veículo regional mais acessado da Globo.com, A Tribuna, de Santos, decidiu fechar o conteúdo para proteger o jornal impresso e até em um sinal de respeito ao assinante do veículo. Ambos afirmam estar satisfeitos com os resultados de suas estratégias.

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