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Posts Tagged ‘redes’

Bom, fiquei de postar aqui dois links. O primeiro é de um canal que criei no YOU TUBE chamado CIBERARTES. Ele contém várias palestras de estudiosos da temática de redes sociotécnicas, cibercultura e arte eletrônica. E também tem vários videos interessantes relacionados a esta disciplina, além de videos de arte digital. Quem quiser colaborar com alguma indicação, basta enviar os links para ciberartes@gmail.com ou para mim: patris.rocha@gmail.com .  Serão super bem vindos!

O segundo link é um aplicativo muito interessante, o NET.ART generator. Nem darei detalhes por aqui, entrem e se deleitem com o potencial criativo dessa rede maravilhosa!

NET.ART GENERATOR

HAVE FUN!!

by Patricia

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Manovich chama de “Remixability”, ou “Remixabilidade”, a mistura, combinação e recombinação da informação, do conhecimento e dos recursos e caminhos para a distribuição deste conhecimento na sociedade.

Ele usa como exemplo de recursos e produtos dessa remixabilidade as ferramentas de interação da Web 2.0: RSS, BLOGS, Listas de discussões via email, tagging e outros serviços e tecnologias como bluetooth que amparam essas trocas.

Para ilustrar melhor como se dá o processo comunicacional que resulta nessa remixabilidade, ele usa a metáfora da estação de trem: se o modelo de comunicação do século XX era descrito como um movimento de informação que saía de um emissor e alcançava um receptor, na cultura contemporânea, com advento da hipermídia, a informação ou “objeto de mídia” (Manovich) se tornou um vagão e o receptor uma estação que recebem vagões que reciclam os conteúdos que posteriormente são redistribuídos. Traduzindo, o sujeito que antes se configurava como um receptor passivo ou dotado de potencial de interpretação de conteúdo, agora além de receber e reciclar os “vagões” ele também pode configurar “novos vagões” e encaminhá-los para outras viagens através das redes de conexão da hipermídia. No entanto, Lev ressalta que o remix não é uma novidade da era computacional. A sociedade sempre remixou o conhecimento ou “as culturas”: Roma antiga remixou a Grécia antiga, a Renascença remixou a antiguidade.

Lev coloca que existe semelhança nos processos de remixabilidade de uma edição de texto com várias referenciações e a utilização de samples diversos na constituição de uma música, como são produzidas as chamadas músicas eletrônicas. Lev compara o uso de samples ao uso dos “módulos computacionais” da web 2.0, por exemplo. Esses módulos seriam mais um vagão de trem que colocamos para circular na rota dos fluxos informacionais.

O conceito de modularidade vem da área da computação e significa “construção de processos ou produtos a partir de pequenos subsistemas (módulos) que podem ser desenvolvidos individualmente, mas que funcionam como conjunto integrado”, cuja característica principal é a facilidade de conexão com outros sistemas e a reusabilidade.

Portanto, para Lev, como exemplo de modularidade fora da plataforma computacional, um combinado de agrupamentos de informações comporiam um módulo. Um CD dividido em tracks seria um módulo, por exemplo.

Para comparar as diferenças entre a modularidade pré-computacional com a modularidade pós-computacional Lev usa a metáfora do LEGO, onde peças possuem formatos que induzem a como elas serão “encaixadas”. Nesse caso, o formato final pode ser fechado, pré-definido, conduzido e limitado. Apesar de poderem reproduzir essas características de facilidades de conexão entre módulos a partir de formatos, os módulos da tecnologia digital teriam potenciais ilimitados de configuração de propriedades conforme os objetivos a que eles se propusessem. Ao mesmo tempo em que eles podem ser usados para conformar ou reafirmar um formato, eles também podem ser usados para deturpar os mesmos através de recombinações e hibridizações entre eles.

Como isso acontece? Para ter essa flexibilidade na “forma” ou configuração do módulo é preciso lançar mão dos recursos de linguagem novamente. Através da programação em linguagem computacional os módulos da rede se tornariam mais flexíveis e maleáveis. Quanto mais domínio dessa linguagem, mais controle sobre os módulos o sujeito tem e assim poderá personalizá-lo de acordo com seu interesse. Estamos falando aqui desde os feeds, CSS, RSS, Java Script, gadjets de redes sociais de internet até ferramentas de blog como wordpress e joomla.

Portanto, apesar de ser fato que os módulos podem conformar algum padrão de linguagem e cognição, ao mesmo tempo eles também permitem serem recriados, recombinados, adaptados para fins diversos.

Questões que ele coloca:

1. Poderiam as bibliotecas de amostras ou módulos, sejam de samples de fotos, sons, imagens, gadjets se homogeneizarem com os ditos trabalhos culturais “autênticos”?

2. Será que teremos uma produção em série de módulos pensados para ser usados como encaixe, de característica neutra? Isso não provocaria uma padronização cognitiva que poderia limitar nosso pensar criativo?

Reflexões que eu coloco

1. Seriam os módulos que tanto nos fazem a alegria na web 2.0 predecessores de um futuro sistema de gargalos comerciais na internet?

2. Seriam os amadores capazes de atuar em patamar próximo ao de “profissionais” a partir da apropriação desses recursos de web 2.0 e softwares-gadjets modulares?

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Horário de almoço

Caros colegas, cara professora,

Convido-os a aproveitar o horário de almoço para visitar alguns links interessantes para o Seminário de logo mais. Meu tema é “Remixabilidade”, falarei sobre o texto “Remix and Remixability” de Lev Manovich :

Contos para celular

CC MIXTER

JOOMLA BR

Microsoft

E por fim, um link de contribuição ao blog que não está especificamente centrado no tema do texto em questão, mas atende às reflexões colocadas no programa da disciplina, o evento “MIDIA ON 2008”, realizado mês passado em SP:
É isso aí pessoal! Até já!

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Uma pergunta que podemos sempre argüir – e jamais de modo simples responder – é como ordenamos o nosso sentido do tempo ordinário e cotidiano. Como, afinal, se processa o curso de nosso tempo? A sua percepção? Qual o ritmo que nos orienta? O sol que nasce inexoravelmente todas as manhãs e se põe de maneira indefectível? A escuridão da noite que vem e se esvai no surgimento de um novo dia? Será o tempo regido pelo movimento da luz natural denominado por Paul Virilio como o tempo da ótica geométrica? Um tempo que seria suportado pela nossa visão e ação sobre o mundo concreto.

Algirdas Julien Greimas descreve a percepção temporal como a metáfora da gota de água que cai sem cessar, em um ritmo cadenciado, constante e que marca o dia, as horas, os minutos e os segundos de um Robinson Crusoe sozinho e perdido em uma ilha sem parâmetros sociais previamente dados. E então, de repente, uma gota subitamente não cai… se equilibra… toma uma outra forma… se transforma em um pingente transparente e translúcido que insiste em interromper a marcação daquele tempo cotidiano e familiar. A gota que esboça uma inversão do curso do tempo e provoca a sua momentânea suspensão. O efeito estético de tal experiência é o do deslumbramento. Para Robinson, não só a gota teria parado. Junto com ela, toda a sua ilha tinha e ao se pausar ele vislumbra uma outra ilha possível “atrás daquela onde penava solitariamente… mais fresca, mais quente e mais fraterna”.

A percepção do tempo – a temporalidade – é uma relação particular estabelecida entre o sujeito e o objeto. A percepção do tempo é experienciada por meio de algo que atravessa os nossos sentidos e interrompe o tempo cotidiano, representado, aqui, por uma cadência ritmada quebrada por um ruído que é na verdade um grande silêncio.

O que, então, nos atravessa? Qual o silêncio que produzimos? Quais os tempos, afinal, que podemos construir nas redes sociotécnicas de comunicação digital?

 

 

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E-book representa nova produção científica na rede

Está disponível para download o e-book Planeta Web 2.0. Inteligencia colectiva o medios fast food, de Cristóbal Cobo Romaní e Hugo Pardo Kuklinski (2007), sob licença Creative Commons. O livro, que se desenvolve também em blog e wiki, foi editado conjuntamente pelo Grupo de Investigación en Interacciones Digitales (Grid/UniVic/Espanha) e pela Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO/Mexico). Este projeto exemplifica uma tendência contemporânea de acesso livre a informações de interesse acadêmico e compartilhamento contínuo de conhecimento científico em rede.

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